Segurança

O preço da irresponsabilidade: Criança conduzia moto que atropelou e matou jovem em Hidrolândia

A fatalidade ocorrida na noite deste sábado (04) na CE 257 em Hidrolândia, que além da grande comoção, provocou um choque na população com o seguinte agravante: a moto do acidente que atropelou a vitima, estava sendo dirigida por uma criança de aproximadamente 12 anos, que mora naquela região onde aconteceu o acidente.

Maria Tereza, 18, estava a pé acompanhada de seu pai, quando foi surpreendida e colhida pelo precoce motociclista e sendo arremessada a metros de distância, caindo já morta. O pai, que sofreu escoriações leves, assistiu a tudo e o pior, sem nada a poder fazer enquanto a filha tinha sua vida ceifada à margem da imprudência. A criança sofreu fraturas na perna e foi socorrido para o Hospital Municipal.

É fato que ambas as famílias sofrem neste momento, na busca de entender o porquê disso tudo. Entretanto, não deixa de se acentuar a irresponsabilidade de uma criança guiar um veículo, de maneira completamente irregular e pior, em uma rodovia estadual perigosa – de acidentes recentes -, o que se torna uma arma extremamente letal, conforme comprovado ontem. A pouca idade e a tamanha liberdade para pegar uma moto e sair andando, nos revela cada vez mais, a ausência de pulso dos pais em temas que se exige seriedade, como a lida com um trânsito cada vez mais caótico.

Num contexto geral, não é difícil observar nas vias públicas esses tipos de negligência, em que a confiança de uma falsa direção e aulas “práticas” são a habilitação para crianças e jovens saírem guiando até mesmo automóveis. O trauma é algo inexplicável, ainda mais para um ser em processo de formação psicológica, que se abalará por tempos e a sociedade não contribuirá para isso, se neste momento condenar e execrá-lo. Aprendizados são constantes, mesmo que se custe um alto preço.

Caberá às autoridades competentes, responsabilizar os pais conforme compete a lei. Às famílias, o triste episódio com Maria Tereza dá o alerta: a educação deve-se partir de casa e paralelo a isso, o tom firme de se impor limites. Não se trata de um ato afetuoso e de carinho ensinar a dirigir cedo, mas sim de uma cumplicidade, transgredindo a lei e colocando a sociedade em seríssimo risco.

(Redação do Blog Por Thiago Rodrigues)

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