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Ministro da Fazenda quer expandir Crediamigo para outras regiões do pais.

O governo federal assegurou ao Banco do Nordeste do Brasil (BNB) os aportes do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) previstos para este ano e que giram em torno de R$ 30 bilhões – dos quais R$ 4,78 bilhões serão para o Estado do Ceará. Além disso, não há pretensão de alterar a política de juros da instituição. A ideia do governo é usar o programa de microcrédito, o Crediamigo, como modelo em outras regiões do País, uma vez que, em todo o Brasil, o microcrédito representa menos de 0,3% do crédito total do sistema bancário.

“Não tem nenhuma discussão sobre a política de juros do BNB. O Banco tem o Crediamigo, que é um programa espetacular que eu vim aqui conhecer e que tinha muito interesse em conhecer. O Banco tem um orçamento de R$ 30 bilhões só com os recursos do FNE com taxas competitivas para infraestrutura e desenvolvimento do Nordeste. O Crediamigo tem um saldo em carteira de mais de R$ 4 bilhões e que fornece crédito de maneira muito eficiente e célere para essa população de mais baixa renda e que precisa de capital de giro para investir no seu negócio. Então eu acho que a gente tem um funding de recursos e estrutura de aplicação adequados”, afirmou o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, durante visita a uma agência do BNB na Capital, ontem (12), pela manhã.

Guardia também reforçou que é preciso realizar as reformas necessárias para diminuir o déficit fiscal para o próximo presidente do País. “Nós ainda temos desafios pelo lado fiscal. Para o orçamento do ano que vem a estimativa é de um déficit de R$ 139 bilhões. Essa é uma estimativa conservadora porque nós entendemos que a receita pode ter um comportamento melhor do que aquele que nós estimamos. Quando nós estávamos definindo uma meta para o próximo governo nós entendemos que seria adequado estabelecer uma meta factível relativamente conservadora. Com uma situação de déficit primário não é desejável para o País, nós não estamos confortáveis com essa situação. Temos de seguir firme na linha das reformas”, enfatizou.

(Diário do Nordeste)

 

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