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Número de profissionais de saúde cresce em todas as regiões do Ceará, revela estudo.

O número de profissionais de saúde (por mil habitantes) aumentou nas regiões do Maciço de Baturité (9,28), Sertão de Sobral (8,61), Sertão dos Inhamuns (8,39) e Cariri (8,26) em 2016 quando comparado com 2011. As demais dez regiões de planejamento do Ceará também apresentaram crescimento no número de profissionais de saúde, o mesmo ocorrendo quando a análise recai sobre o desempenho do Estado como um todo: passou de 6,65 profissionais em 2011 para 7,50 em 2016. Também o número de unidades de saúde apresentou elevação no Ceará, de 0,41 para 0,43 por mil habitantes no mesmo período, sendo que as regiões com maior número foram: Maciço de Baturité (0,85); Sertão dos Inhamuns (0,69) e Cariri, com 0,67.

Todos os dados – e muito mais – estão no Ipece Informe Panorama Socioeconômico das Regiões de Planejamento do Estado do Ceará/2017 (Nº 122 – janeiro de 2018) que acaba de ser publicado pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece). O trabalho, que faz um resumo do documento Perfil Regional 2017, já disponibilizado na página do Instituto, traz uma análise das características socioeconômicas das quatorze regiões de Planejamento do Ceará, destacando diversos aspectos como demografia, saúde, educação, emprego, renda, infraestrutura domiciliar e economia. O estudo possibilita uma abordagem regional visando subsidiar o planejamento de políticas públicas mais efetivas que busquem melhorar a qualidade de vida da população cearense.

Ao analisar a educação, o documento revela que a taxa de distorção idade/série em 2016, comparativamente a 2011, diminuiu para todas as regiões do Estado. Contudo, as regiões do Sertão de Sobral, Sertão de Inhamuns e Litoral Oeste/ Vale do Curu apresentaram uma maior involução, em termos percentuais, passando, respectivamente, de 11,65 por cento, 11,95 por cento e 15,4 por cento em 2011 para 4,43, 4,86 e 7,5 por cento em 2016. Quanto à proporção do número de alunos por salas de aulas utilizadas, para todas as regiões houve um declínio entre os anos de 2011 e 2016, exceto o Centro Sul e Litoral Oeste/ Vale do Curu.

Elaborado por Marília Firmiano, gerente de Estatística, Geografia e Informações e Cleyber Nascimento de Medeiros, analista de Políticas Públicas, com a colaboração de Fátima Juvenal de Sousa, o Ipece/Informe mostra que houve um crescimento nominal de 78,68 por cento no número de indústrias ativas no Ceará, que em 2011 eram 24.893 e em 2016 passou para 44.479. Das 14 regiões de planejamento do Estado, as que mais cresceram no número de indústrias, naquele mesmo período, foram: Litoral Oeste/Vale do Curu, com 115,40 por centro, passando de 792 em 2011 para 1.706 indústrias em 2016; Maciço de Baturité, com 103,41 por cento (de 469 para 954), e Sertão de Canindé, com 95,51 por cento (de 245 para 479).

A região Grande Fortaleza, claro, concentra o maior número de indústrias: 30.737 em 2016 contra as 16.856 de 2011, mas o crescimento foi de 82,35 por cento. Com relação ao Produto Interno Bruto, a região da Grande Fortaleza concentra em torno de 65 por cento do PIB cearense (R$ 130,6 bilhões), tanto em 2011 quanto em 2015. A região do Cariri possui a segunda maior concentração do PIB do Estado: 7,93 por cento, seguida por Sertão de Sobral, com 4,52 por cento, e Vale do Jaguaribe, com 3,42 por cento. As regiões que apesentaram maior taxa de crescimento nominal do PIB per capita no período de 2011 a 2015 foram Vale do Jaguaribe, Litoral Norte, Litoral Leste, Cariri e Sertão de Sobral.

Acesse aqui o Perfil Regional 2017 e o Ipece Informe 122.

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