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Outubro Rosa: policlínicas regionais realizam 41% das mamografias no Ceará.

De janeiro a agosto deste ano, as 19 policlínicas regionais da rede de atenção especializada da Secretaria da Saúde do Ceará no interior do Estado fizeram em conjunto 27.951 exames de mamografia, 40,95% das 68.241 mamografias de rastreamento realizadas no período pelo Sistema Único de Saúde (SUS), na rede pública e conveniada. O número poderia ser até mais expressivo, já que 34.046 ou 64,76% dos 52.566 exames ofertados pelas policlínicas regionais foram agendados. E, mesmo agendadas, 6.095 mulheres, 17,9% do total, deixaram de fazer a mamografia.

Essa é a realidade que o movimento Outubro Rosa busca enfrentar. As ações têm o propósito de alertar a sociedade em geral, os poderes públicos, serviços de oncologia e mais diretamente as mulheres sobre a importância do diagnóstico precoce, do acesso em tempo hábil aos serviços e a qualidade do atendimento. As bandeiras do movimento ganham ainda maior relevância diante do aumento da morte de mulheres por câncer de mama. Em 2017, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) estimou 57.960 casos novos de câncer de mama, com um risco estimado de 56,2 casos a cada 100 mil mulheres. Desse total, 2.160 casos no Ceará, com um risco de 46,3 casos novos por 100 mil mulheres.

O número de exames de mamografia aumenta ano a ano no Ceará. Entre 2009 e 2016 esse aumento foi superior a 520%, de 20.946 para 129.880 em oito anos, de acordo com levantamento do médico oncologista e mastologista, coordenador do Comitê Estadual de Controle do Câncer no Ceará, Luiz Porto. Ainda assim, o número de exames realizados ainda é distante da população de mulheres na faixa etária de rastreamento. Em 2017, essa população soma no Ceará 709.168 mulheres na faixa etária de 50 a 69 anos.

O problema não é a falta de mamógrafos para atender as mulheres em idade de se submeter ao exame. “O medo do câncer e do tratamento são alguns dos fatores”, diz o médico. Segundo Luiz Porto, para essa população seriam necessários 64 mamógrafos no Estado. Atualmente, o Ceará dispõe de 78 aparelhos, 19 nas policlínicas regionais do interior, número mais que suficiente para atender a necessidade.

(Com SESA)

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