Regional

Situação dos açudes não melhora com chuvas da pré-estação no Ceará e situação de desabastecimento continua.

A maior chuva dos primeiros nove dias de janeiro no Ceará foi registrada ontem, quando ocorreram precipitações em 51 municípios. A média chegou a 5,4 milímetros (mm); o máximo registrado foi em Beberibe (Litoral Leste), com 60 mm. Em Fortaleza, choveu 3,2 mm. Os dados são da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).

Ainda assim, as chuvas seguem abaixo da média e não têm representado aporte significativo para os reservatórios, que seguem com 7% da capacidade, conforme a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh).

Até agora, as precipitações foram suficientes somente para a saturação, ou seja, para que a água infiltre na terra e ajude rios, açudes e lagoas a não perderem tanto volume no período chuvoso.

Porém, a saturação não chegou a ser suficiente nem para garantir a preservação da água para os meses de março e abril.

De acordo com o presidente da Cogerh, João Lúcio Farias, nos 155 açudes monitorados, a situação mais crítica é na Bacia dos Sertões de Crateús, com apenas 0,24% da capacidade, seguida da Bacia do Baixo Jaguaribe, com 0,96% do volume.

Neste período do ano, as chuvas estão mais concentradas no Cariri e, segundo Farias, algumas vezes, se deslocam para outras regiões. “É difícil calcular se teremos chuvas acima da média em todas as bacias. Seria necessário chuva em torno de 700mm no Estado todo para amenizar a situação de seca”. Ele acrescenta que todo esse aporte de chuva é necessário devido à situação dos reservatórios.

Agricultor de Iguatu, a 384 quilômetros de Fortaleza, Marciano dos Santos, 64, diz que ainda “não tem molhado” para cultivar. “Planto milho e feijão e precisa da terra molhada pra germinar. Expectativa a gente sempre tem. A expectativa da confiança em Deus”.

Previsão

Conforme o mais recente relatório do Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais (Inpe), divulgado nesta semana, a previsão para o primeiro trimestre do ano no Nordeste indica que as chuvas ficarão 40% abaixo da média. A projeção aponta que as chuvas para janeiro, fevereiro e março de 2018 têm 35% de chance de ficar na média e 25% de probabilidade de superá-la.

Em dezembro passado, primeiro mês da pré-estação chuvosa, o Ceará registrou precipitações 23% abaixo da média. Janeiro acumulou até ontem 14,9 mm de chuvas. A média para este mês é de 98,7 milímetros.

Raul Fritz, meteorologista da Funceme, alerta que as previsões podem mudar devido à baixa previsibilidade deste período. “O Inpe faz uma previsão mensal desses três meses à frente. Talvez a próxima tenha resultado diferente do que saiu em dezembro porque pode ter uma variabilidade rápida nas pesquisas do Oceano Atlântico tropical”.

Fritz ressalta que a previsão para a quadra chuvosa no Estado será divulgada no dia 19. (colaborou Eduarda Talicy)

Chuvas nos municípios.

– Segunda, 1º: não choveu

– Terça, 2: choveu em Uruoca (7mm) e Maracanaú (2mm)

– Quarta, 3: choveu em Iguatu (6mm), Quixeramobim (5mm), Meruoca (2mm) e Umari (1,2)

– Quinta, 4: choveu em sete municípios. As maiores volumes pluviométricos registrados foram em Independência e Tamboril, ambos com 11mm

– Sexta, 5: 13 cidades registraram precipitações, sendo a maior em Acaraú (27,3 mm)

– Sábado, 6: 23 municípios tiveram chuvas. Juazeiro do Norte registrou 37 mm

– Domingo, 7: choveu em dez cidades. A maior chuva foi em Ibiapina, com 90,6 mm

– Segunda, 8: choveu em 12 cidades. Em Lavras da Mangabeira foram 30mm

– Terça, 9: 51 municípios registraram precipitações. A maior foi em Beberibe (60,0 mm), seguido por Lavras da Mangabeira (30,0 mm) e Iracema (30.0 mm).

(Com O POVO)

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