Policial

Carlile Lavor promete apresentar Plano Emergencial para a saúde do Estado

O secretário de saúde do Ceará, Carlile Lavor, se comprometeu a apresentar, dentro de 15 dias, um Plano Emergencial para a saúde do Estado para ser executado em 90 dias. O compromisso foi assumido durante a audiência pública realizada pela Comissão de Seguridade Social e Saúde (CSSS), na tarde desta quarta-feira (15/04), no Complexo das Comissões da Assembleia Legislativa, para discutir “o panorama atual do sistema estadual de saúde do Ceará”.

Para o secretário, o debate deixou transparecer um sentimento de indignação com a situação da saúde pública do Ceará e a necessidade de uma ação conjunta para resolver o problema.

O deputado Carlos Matos (PSDB), um dos proponentes do debate, informou que deverá ser solicitada uma nova audiência pública para discutir o plano a ser proposto, e apresentar novas alternativas e encaminhamentos antes do prazo de execução do plano.

Durante o debate, a promotora de Defesa da Saúde Pública, Isabel Porto, destacou que a questão da saúde é muito complexa. “Nós trabalhamos pelo cumprimento da legislação, mas sabemos que existem dificuldades porque cada município tem a sua peculiaridade”, afirmou.

O superintendente do Instituto Doutor José Frota (IJF), Walter Frota, apresentou dados sobre os atendimentos, principalmente, nos finais de semana envolvendo acidentes com motocicletas. “A maior parte dos atendimentos são de acidentes com motos, algo entre 80 e 100, quando na semana são, em média, 40”, destacou. Segundo ele, o hospital recebe muitos pacientes que poderiam ser atendidos em outras unidades de saúde.

Ricardo Madeiro, presidente da Comissão de Saúde da Ordem dos Advogados do Brasil, disse que “a situação chega a ser tão crítica que faltam colchões para maca nos hospitais, e devido à falta de leitos, tem que priorizar pacientes que vão UTI. Pacientes de risco 1 ficam sem médico e são acompanhados por enfermeiras”, denunciou.

A vereadora Cristhina Brasil (PTdoB), membro da Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Fortaleza, e representante do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Crefito 6), abordou a questão do financiamento da saúde e questionou os cortes na saúde pública devido ao ajuste fiscal. Ela propôs a criação de um pacto envolvendo os órgãos municipal, estadual e federal para buscarem uma solução para saúde pública do Estado.

Mayra Pinheiro, presidente do Sindicato dos Médicos do Ceará (Simec), exibiu um vídeo feito a partir de visitas a hospitais e postos de saúde de Fortaleza. Segundo ela, ficou comprovado o descaso com pacientes da rede púbica da Capital.

Também participaram da audiência pública, os deputados Carlos Felipe (PCdoB), vice-presidente da Comissão; Dra. Silvana (PMDB), capitão Wagner (PR), além de Lúcia Cidrão, secretária adjunta da Secretaria Municipal de Saúde (SMS); Lino Holanda, do Conselho Regional de Medicina; Carlos Roberto Martins, professor da Universidade Federal do Ceará (UFC); Fernando Façanha, da Sociedade Cearense de Ortopedia e Traumatologia, além de médicos, fisioterapeutas, enfermeiros, anestesiologistas e outros profissionais da área de saúde.

(Agência AL)

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