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Vacina contra a dengue será testada no Ceará e em mais onze estados, pelo instituto Butantan.

vacinação - dengue

A vacina contra dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan, será testada em 17 mil voluntários no Ceará e em outros onze estados. Esta é a terceira e última fase da vacina a ser liberada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A primeira etapa do trabalho é buscar voluntários para participar dos testes, que duram cerca de cinco anos.

De acordo com a Secretária da Saúde do Estado do Ceará (Sesa), o órgão deverá começar nos próximos dias a articular os testes com o Ministério da Saúde (MS) e a situação epidemiológica do estado (com 53.795 casos de dengue confirmados e 66 óbitos em 2015) justificam a escolha.

O estudo será feito em diferentes regiões do País para que a vacina seja testada em áreas com os quatro tipos de vírus da dengue existentes. Haverá testes em Aracaju (SE), Recife (PE), Fortaleza (CE), Brasília (DF), Cuiabá (MT), Campo Grande (MS), São Paulo (SP), São José do Rio Preto (SP), Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS), Manaus (AM), Porto Velho (RO) e Boa Vista (RR).

Nesta fase de testes, que deve custar R$ 270 milhões, os voluntários serão acompanhados por cinco anos. A metodologia é a de submeter um terço dos voluntários a placebo e outros dois terços com uma dose única da vacina. Caso haja a confirmação de resultados positivos, é possível que a vacina seja liberada antes do fim dos cinco anos.

Segundo Jorge Kalil, presidente do Butantan, a vacina contra a dengue não é eficaz contra o vírus da zika, possível responsável pelo surto de microcefalia no Brasil.

Até agora, duas fases do estudo já foram concluídas com sucesso. A fase três envolve a análise da eficiência da vacina contra os quatro sorotipos diferentes do vírus da dengue. A intenção é que uma fábrica para a produção da vacina já seja construída enquanto os últimos testes são realizados.

O Instituto Butantan havia pedido há oito meses a liberação para a última fase de pesquisas da vacina contra a dengue. Em 10 de abril, quando o Brasil vivia o ápice da epidemia da doença, a solicitação foi encaminhada para a Anvisa, que respondeu o pedido agora. Ainda em abril, o instituto paulista ainda não havia concluído a segunda fase de pesquisas da vacina.

(O POVO Online)

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