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Em pequenos contos, Haroldo Serra fala sobre Pano de Boca, o primeiro teatro de Tamboril.

Há muito tempo atrás, Tamboril, tinha um teatro que funcionava numa rua bem pertinho da igreja, hoje uma casa residencial. Era um espaço muito bem cuidado. O pano de boca tinha uma pintura de um grande navio, pintado por Franco Cavalcante, que também era responsável pela programação artística. Num janeiro, durante as festas de Santo Anastácio, Franco encenou uma comédia com os atores locais. O teatro ficou lotado. Todo mundo queria assistir. A família de Chicamilo também estava presente. Porém, tinha um espectador que preocupava o elenco: Era o nosso, já conhecido Chicute.

Depois da abertura do “pano de boca”, a encenação corria bem. A plateia ria e aplaudia com a “cena aberta”. Um sucesso. Numa determina cena, ocorria a briga de um casal: o marido, representado por um jovem ator e a esposa “vivida” por uma atriz já bem coroa. Na estória, Trepinha (nome do personagem) tinha herdado um bom dinheirinho por morte do pai e estava “despachando” a mulher por ser muito ranzinza. A mulher, pensou rápido numa desculpa pela iminência de ficar pobre. Antoniêta (alcunha da personagem), chorando exageradamente, gritou:

– A culpa é da mamãe!
Chicute, não perdeu tempo e berrou:
AI VAI… ESSA VEÍNHA AINDA TEM MÃE! – A PLATEIA VEIO ABAIXO.

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