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Profissionais são capacitados na atenção integral às crianças com infecção congênita.

Profissionais que atuam na atenção primária participam nesta quinta e sexta-feira, 18 e 19 de maio, de capacitação para fortalecimento da atenção integral às crianças com infecção congênita associada às Storch (sífilis, toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus e herpes) e ao vírus zika. O evento acontece no Hotel Plaza Suítes, em Fortaleza, das 8h às 17h.

A capacitação conta com técnicos do Ministério da Saúde e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com a Secretaria da Saúde do Estado do Ceará. O público-alvo é formado por coordenadores de atenção primária das Coordenadorias Regionais de Saúde (Cres) e dos municípios que tem acima de quatro casos de crianças nessa situação.

“O objetivo é uma sensibilização maior para os gestores, sensibilizar para haver mais cuidado e monitoramento dessas crianças no seu município”, explica a supervisora do Núcleo de Saúde da Mulher, Adolescente e Criança da Sesa, Silvana Napoleão. A previsão é que haja cerca de 40 participantes que serão treinados com a metodologia da Fiocruz para orientar no atendimento das crianças já diagnosticadas com essas síndromes na atenção primária

Atenção integral

O Ceará saiu à frente na atenção integral às crianças afetadas pela síndrome congênita de zika porque aproveitou a estrutura de 19 policlínicas regionais já existentes no Estado para criar Núcleos de Estimulação Precoce (NEP). Equipes multidisciplinares com 124 profissionais, dentre eles pediatras, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos, foram capacitados em todo o Estado para prestar atendimento a essas crianças.

Na rede pública do Estado, há 478 crianças cadastradas e em atendimento nos NEPs, 96 com síndrome congênita de zika e 382 com outras patologias. A iniciativa também garantiu atendimento a outras crianças com necessidade de estimulação precoce, como as que têm síndrome de Down. A atenção está descentralizada nas 22 regiões de saúde, com cobertura para os 184 municípios cearenses, o que faz com que as famílias consigam ser atendidas mais perto da cidade onde moram.

Desde 2015, o Ceará confirmou 159 casos de crianças com síndrome congênita de zika. O Estado também traçou uma estratégia de ação rápida para investigação e diagnóstico desses casos a partir de março de 2016. O planejamento e a execução da iniciativa foram feitos pela Secretaria da Saúde do Ceará em parceria com o Programa Mais Infância Ceará, que tem à frente a primeira-dama do Estado Onélia Leite de Santana.

O projeto dos núcleos de estimulação precoce é considerado pioneiro no Brasil e atraiu uma comitiva de Cabo Verde que esteve em janeiro de 2017, acompanhado de equipe do Unicef, para conhecer a experiência do Ceará na atenção às crianças afetadas pela síndrome congênita do zika vírus. O grupo buscava entender o trabalho de identificação, diagnóstico, acompanhamento e inclusão social dos pacientes afetadas pela síndrome no Brasil, para poder adaptar e replicar o trabalho em Cabo Verde.

(Site da Sesa)

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