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IFCE desenvolve sistema de reúso de água em Crateús.

A implantação de uma tecnologia alternativa vai possibilitar o reaproveitamento das chamadas águas cinzas provenientes do uso em chuveiros e pias instaladas no refeitório do IFCE campus de Crateús. Trata-se do bioágua, sistema que garante a filtragem utilizando-se de materiais alternativos, tais como cascalho, areia, serragem, esterco e minhocas. No IFCE, o mecanismo vai favorecer experimentos didáticos, especialmente na área de Agrárias.

A instalação do sistema no campus está em fase de conclusão, numa parceria entre o IFCE, a Cáritas Diocesana, o Instituto Bem Viver e a ONG italiana We Word. As primeiras fases do projeto ocorreram durante a Feira da Agricultura Familiar e Economia Popular, realizada na semana passada. O processo de construção foi acompanhado por alunos e servidores do campus, além de técnicos de outras instituições parceiras.

De acordo com o professor Liandro Beserra, a disseminação dessa tecnologia propicia grandes vantagens para a região do semiárido, destacadamente para a agricultura e produção de forragem. “No IFCE ela serve de ferramenta de pesquisa, ensino e extensão, voltada para o desenvolvimento de sistemas de produção mais eficientes adaptados ao semiárido”, salienta Liandro.

Como funciona

O processo de funcionamento do sistema começa com o desvio da água cinza para uma caixa de gordura onde é feita a eliminação do excesso de poluentes. Em seguida, se dá a etapa de filtragem, numa caixa feita com placas de cimento, preenchida com camadas respectivas de cascalho, brita, areia, pó de serra, sobrepostas por esterco bovino, húmus e minhocas.

Na primeira camada, é iniciado um processo de decomposição da matéria orgânica presente na água. Essa tarefa é feita pelas minhocas, também responsáveis pela mineralização da água, fornecendo nutrientes para as plantas.

Na medida em que o líquido vai se infiltrando na caixa, as outras camadas vão retendo o excesso de sabão e demais materiais de limpeza. A partir daí, essa água já pré-filtrada é canalizada para um tanque de armazenamento, de onde é bombeada para uma caixa d’água, podendo ser canalizada para a irrigação.

Agregado ao sistema, outro componente que amplia as suas vantagens ecológicas e econômicas é a captação de energia solar, por meio de uma célula fotoelétrica, que propicia o funcionamento da bomba hidráulica, usada para bombear a água.

(Redação do Blog Por Elinaldo Rodrigues)

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