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CrediAmigo do Ceará fica acima de média nacional e poderá ter novos produtos em 2019

Com bons resultados durante o ano de 2018 para o setor de microcrédito, o Banco do Nordeste (BNB) já está considerando ampliar os produtos ofertados para esse tipo de modalidade de empréstimos. A partir de 2019, o banco poderá ter possibilidades de seguros, investimentos e meios de pagamento eletrônico. A perspectiva foi confirmada por Alex Araújo, superintendente de Agricultura Familiar e Microcrédito Urbano do BNB, que também afirmou que, no Ceará, em 2018, o microcrédito deverá ter um crescimento de pouco mais de 13%.

O desempenho do Estado ficou acima da média da área de atuação do BNB, que deverá terminar este ano com um incremento de 11% em relação aos empréstimos do Crediamigo, programa de microcrédito do banco de desenvolvimento regional para o Nordeste. Ao todo, foram desembolsados R$ 8,7 bilhões.

Segundo Araújo, além de sinalizar uma retomada da economia pela melhoria no mercado informal, a evolução de desempenho do programa de microcrédito pode significar o impulsionamento de negócios no futuro. A partir do resultado de 2018, o superintendente do BNB ainda afirmou que o orçamento para o microcrédito para 2019 já está sendo revisto, para melhor atender os futuros clientes.

“Esse resultado é fundamental e sinaliza uma formação de novos negócios muito maior para o futuro e por isso já estamos revisando o orçamento do programa para 2019, olhando essa possibilidade de crescimento da demanda”, disse Alex, que ainda ressaltou a importância do Estado para o programa. Atualmente, segundo ele, um quarto, ou 25%, dos clientes potenciais do Crediamigo são do Ceará.

“Aqui, a gente consolida, de fato, a liderança do Crediamigo nesse tipo de programa de microcrédito. O Ceará é responsável por 31% dos recursos do Crediamigo, então tem um presença muito forte, e é onde temos a maior parcela do mercado”, disse Alex.

Recuperação

Alex Araújo ainda comentou sobre a recuperação do programa nos últimos anos. Segundo ele, a carteira permaneceu praticamente estável nos 24 meses anteriores a 2018 pelo desempenho da economia nacional e as consequências da crise no País.

“Esse crescimento é muito importante porque a gente vem de dois anos em que tivemos a carteira permanecendo estável por conta dos problemas decorrentes da crise econômica, que também afeta o público informal, que é a base do Crediamigo. Essa alta sinaliza uma retomada na economia e que as pessoas estão procurando empreender”, ponderou o superintendente.

Outro ponto positivo do resultado apresentado pelo BNB foi que, de acordo com Araújo, o perfil dos clientes e a forma de aplicação dos recursos mudaram nos últimos anos, apresentando avanços de conceitos e maior apropriação da tecnologia. “Não é mais a pessoa que passou por dificuldades e quer abrir um negócio de venda de alimentos ou uma mercearia. Cada vez mais estamos vendo os clientes usando a tecnologia para fazer negócios e lojas virtuais”, explicou.

Espaço para evolução

O representante do BNB também acredita que o mercado no Nordeste ainda possui muito espaço para crescer no número de operações pelo Crediamigo. Atualmente, 12 milhões de pessoas no Nordeste ainda não têm acesso ao crédito. No Ceará, são 2,1 milhões. “Estamos buscando instrumentos para ajudar esses clientes se fortalecer. O cenário é muito propício para esse tipo de mercado e temos espaço para crescer”, disse.

(Diário do Nordeste)

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