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Tamboril: clientes da caixa encontram dificuldade na hora de efetuar saques

Beneficiários do Bolsa Família, servidores públicos municipais e centenas de clientes da Caixa Econômica de Tamboril estão sentindo na pele a dificuldade de receber seus benefícios. Em dias de pagamento, as filas se multiplicam na única lotérica da cidade ou então em um correspondente da instituição. Após a explosão que destruiu a agência no início de março, a cidade entrou na relação de outras dezenas de municípios que passam pela mesma situação.

A falta do banco virou um transtorno para a grande maioria dos moradores do município. A dificuldade de sacar dinheiro atrapalha os moradores e afeta diretamente os comerciantes. A única saída é se dirigir as cidades vizinhas para poder sacar o benefício. Porém, diante dessa possibilidade a evasão de dividas tem aumentado de forma significativa, prejudicando o comércio local e aumentado à inadimplência.

Sr. Antonio é comerciante a mais de 20 anos no município, e na visão dele quem procura outras cidades para receber seu salário, lá mesmo a pessoa deixa o dinheiro, fazendo com que o capital de giro diminua no comércio local. “Meu movimento caiu em torno de mais de cinquenta por cento depois da explosão da agência”, lamenta.

Mesmo antes da lotérica abrir, a fila que fica dentro do Shopping Popular já é grande. São dezenas de pessoas que passam em média até 40 minutos esperando para fazer um saque. O fluxo e o tempo por pessoa na fila varia, segundo Gilson Gonçalves, gerente do estabelecimento. “a situação ele depende da disponibilidade de dinheiro e isso ocorre porque depende da situação de pagamentos de contas e boletos. Ou seja, quanto mais pessoas pagarem suas contas na lotérica, mais capital teremos para quer as pessoas possam sacar e receber seus benefícios” ressaltar.

A aposentada Tânia Maria é uma das tamborilenses que se vê obrigada a pegar a estrada para poder sacar o seu aposento e ter acesso a outros serviços. “Agora todo mês tenho que ir para Crateús, lá a fila também é grande, mas ao menos tem dinheiro.” afirma.

A agricultora Maria José que mora na região de Holanda diz que o sofrimento de se deslocar cedo até Tamboril para garantir um lugar mais perto do caixa se tornou um tormento. “antes eu saiu de casa umas 7 horas, agora saiu cinco e meia, porque se não, não recebo meu bolsa família e não chego em casa cedo pra fazer o almoço” disse a sertaneja que riu da situação dizendo que rir é melhor do que chorar.

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