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Profissão Repórter: Saída de profissionais cubanos afeta atendimento a população de Monsenhor Tabosa e várias cidades Brasil afora

O Programa Profissão Repórter da Rede Globo de Televisão exibiu na última quarta-feira (1º), uma matéria sobre a saída dos médicos cubanos do Brasil. Muitos municípios relatam que após a saída desses profissionais, a situação de atendimento a comunidades principalmente na zona rural ficou inviável. A desistência do profissionais brasileiros e a falta de preenchimento da vagas deixadas é situação comum e vexatória na grande maioria dos municípios.

Em Monsenhor Tabosa, que fica há 300 km de Fortaleza, enfermeiras precisam andar 20 km para chegar numa comunidade do sertão cearense. Lília fala sobre as famílias que precisam de assistência médica, com receita especial e que ela, como enfermeira, não pode fazer a prescrição.

Faz seis meses que não tem médico nas comunidades. A doutora Viviane, médica cubana, ia uma vez ao mês.

Pela falta desses profissionais, o hospital de Monsenhor Tabosa ficou sobrecarregado e a população reclama. “Em cada posto de saúde tinha um médico cubano, o que desafogava muito o nosso hospital. Não ficava cheio, a gente não demorava tanto para ser atendido. Nós sentimos falta, porque nós não temos nenhum tipo de atrativo, a cidade é muito pequena. Os médicos para virem para cá se torna mais difícil”, conta a dona de casa Cleide da Silva.

A Secretaria de Saúde do município diz que ainda há quatro vagas do programa Mais Médicos que não foram preenchidas. “Os pacientes já estavam acostumados. Tinha toda uma rotina de cuidado, de assistência e atenção. Infelizmente, essa rotina foi quebrada. Aquela visita domiciliar que era feita frequentemente teve que ter uma parada e a gente tenta suprir essa necessidade, mas é extremamente complicado”, afirma a secretária de Saúde de Monsenhor Tabosa, Celi Saraiva.

Monsenhor Tabosa só conseguiu preencher uma das vagas deixadas pelos cubanos. O médico que aceitou ir para o município é Luciano Petrola e ele conta as dificuldades do trabalho. “Falta o básico do básico. Tá faltando água aqui no posto. A gente não pode transmitir doenças. Entre um paciente e outro eu teria que lavar as mãos para evitar. O mínimo que precisava ter era água.”

O Ministério da Saúde abriu editais para preencher as 8.517 vagas deixadas pelos cubanos; 7.120 foram preenchidas por médicos formados no Brasil e as 1.397 vagas que sobraram, foram oferecidas para os brasileiros formados no exterior. Até o início de abril deste ano, 1.052 médicos brasileiros desistiram do programa.

Assista abaixo o programa completo.

 

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