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Comissão provisória do PSL de Tamboril é destituída

Muitos eram os questionamentos sobre a aliança PSL – PT e MDB no município de Tamboril, desde quando Jair Bolsonaro foi eleito presidente do Brasil. Pessoas que tem alinhamento ideológico e político com o partido e o presidente, defendem a tese de que a legenda não deve manter aliança com partidos de esquerda e centro-esquerda. No município, um grupo de direita, formado por apoiadores do presidente, levantou por muitas vezes o debate sobre o assunto. Nas últimas semanas, o caso ganhou corpo nas redes sociais. A cobrança era pela independência do partido e pelo fim da referida aliança.

Uma declaração do presidente municipal do partido, vereador Rudinei Soares, em recente sessão da Câmara Municipal, aumentou ainda mais a temperatura do debate. Em sua fala, o parlamentar afirmou que a aliança do PSL com os demais partidos para a eleição municipal, estaria mais do que acertada, dando a entender que o partido continuaria no arco de alianças para a disputa municipal, apoiando o prefeito Pedro Calisto (MDB) e do vice Bibi do PT.

A situação repercutiu nas redes sociais e em todo o estado. Matéria divulgada pelo Diário do Nordeste e repercutida pela nossa reportagem, mostrava a situação de Tamboril e de Caucaia, que tem casos semelhantes. A pressão caiu sobre a executivo estadual do partido, que ultimamente vinha sendo cobrada publicamente a tomar uma decisão sobre as alianças formalizadas com partidos de esquerda no interior pelo PSL.

Na manhã desta segunda-feira, o Grupo Direita Tamboril, divulgou em sua página no Facebook, que a direção estadual da legenda, havia destituído o diretório municipal. Após consulta no site do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará, constatamos que realmente não há nenhuma informação sobre a composição do partido no município.

Nossa reportagem entrou em contato com o vereador Rudinei Soares que enviou mensagem ao blog dizendo: “Não fui comunicado, mas não vejo problema, sou filiado a 12 anos e vou continuar. Está tudo tranquilo, isso são atos intra partidários comum nos partidos, talvez esteja causando espanto porque não é comum o político no Brasil ser filiado a tantos anos apenas em um único partido” disse.

O vereador deverá se pronunciar sobre a situação, após reunião com a executiva estadual. 

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