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Morte por H1N1 é confirmada em Nova Russas

O Ceará já registrou sete óbitos causados pela influenza H1N1, de acordo com a Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), até 1º de junho deste ano. O município de Nova Russas acaba de registrar mais um caso ocasionado por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) neste ano. A informação foi confirmada pela Coordenadora de Vigilância Sanitária em Saúde, Gabriela Farias, após confirmação de exames laboratoriais.

Embora a coordenadora tenha tranquilizado a população, as pessoas que formam o grupo de risco devem ficar em estado de alerta. O Ministério da Saúde tem a meta de imunizar 90% do público alvo, no entanto, no Ceará, até agora foram imunizados 88,4%. Portanto, ainda existe um número grande de pessoas que precisam ser imunizadas para evitar um mal maior.

Em Nova Russas o município não pode ficar esperando pelas ações do governo federal e estadual, já que a gestão prega a todo instante que está realizando obras com recursos próprios, está na hora de investir esses recursos na área da saúde para salvar vidas. Mesmo o governo determinado a cobertura de vacinas somente para o público alvo, a gestão deveria diante de um caso de óbito confirmado na cidade fazer o trabalho de prevenção em todo o público. Não se trata de custos, são investimentos na saúde da população.

A coordenadora de Vigilância Sanitária em Saúde, Gabriela Farias fez a coisa certa em anunciar o caso, bem como se faz necessário comunicar imediatamente as autoridades do Estado para pedir ajuda, solicitar a ampliação da cobertura de vacinação e começar imediatamente uma campanha de esclarecimento para população informando que esse vírus mata.

Recentemente uma estudante de nutrição, Rafaela Callou de Sá Barreto, de apenas 23 anos morreu com suspeita de H1N1 em Juazeiro do Norte. No Crato, a vítima foi o padre José Luismar Rodrigues, da Paróquia Nossa Senhora das Angústias, em Tarrafas. Como podemos perceber, a doença mata e não escolhe sexo, idade e camadas sociais.

VACINA

A vacina é capaz de promover imunidade durante o período de maior circulação dos vírus influenza reduzindo o agravamento da doença. A estratégia de vacinação na rede pública de saúde vem sendo ampliada e, atualmente, a vacinação é indicada para, indivíduos com 60 anos ou mais de idade, crianças na faixa etária de 6 meses a menores de 5 anos de idade (4 anos, 11 meses e 29 dias), gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), trabalhadores da saúde, povos indígenas, grupos portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais (conforme listagem definida pelo Ministério da Saúde com sociedades científicas), adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional e professores das escolas públicas e privadas.

(Redação do Blog Por Reginaldo Silva)

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