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Servidores de Tamboril reclamam de salários atrasados

Servidores temporários de várias secretarias, garis e até motoristas do transporte escolar reclamam que estão com salários atrasados no município de Tamboril. A situação, segundo eles, vem se arrastando há vários meses. A triste realidade de quem trabalha e no final do mês fica sem receber é de conhecimento público. Os relatos denunciados pelos próprios funcionários, chegam diariamente à casa dos tamborilenses através das emissoras de rádio da cidade.

Uma das vítimas dessa situação é o gari José Antonio (nome fictício). Segundo ele, está há três meses sem receber pagamento e a situação chegou ao ponto de o mesmo não ter o que comer em casa. A condição de vida dele hoje é a mesma de dezenas de outros colegas de sua profissão. “lá em casa eu não tenho mais o que comer, a mulher ta levando os meninos pra casa da mãe dela e eu como lá na mãe” disse ele assustado e com medo de ser visto conversando com a nossa reportagem e sofrer algum tipo de retaliação.

A situação atinge também vigilantes, funcionários temporários e vários outros prestadores de serviço da gestão municipal de Tamboril. Em sua grande maioria, o medo prevalece e eles preferem de forma anônima recorder as emissoras de rádio para não deixar a situação cair no esquecimento.

Nossa reportagem entrou em contato com o prefeito do município, Pedro Calisto (MDB). Segundo o gestor, Tamboril enfrenta dificuldades no repasse de verbas e isso tem prejudicado a vida financeira da cidade. Sobre a situação dos garis, o prefeito disse que ainda vai completar, nos próximos dias, 03 meses de atrasado no pagamento salarial da categoria, mas que pagará ainda está semana um mês para amenizar a situação.

O atraso de pagamento no município atinge os servidores contratados que também passam dificuldade para honra seus compromissos. Durante a edição do Jornal A HORA DA VERDADE da Feiticeiro Fm desta terça-feira, um funcionário temporário confirmou a reportagem do programa que ao final deste mês de outubro vai fazer três meses que ele não recebe pagamento e que nem satisfação ele tem recebido sobre a situação.

O clima no município é de incerteza. O final do ano está chegando e as contas de quem presta serviço para o poder público municipal se acumulando. “não há previsão da coisa se regularizar, infelizmente”, disse uma profissional da área da saúde. Ela confirmou que está com aluguel atrasado e com medo de despejo. “O dono da casa que eu moro, disse que não dá pra ficar esperando até eu receber, se nem eu sei quando vou receber” disse em tom de lamentação.

A situação não atinge apenas os servidores temporário. Os efetivos, que estão recebendo regularmente até o quinto dia útil do mês seguinte, também reclamam que em setembro não foi depositado o 13º dos aniversariantes do mês. A medida em depositar na data de aniversário dos servidores, foi uma sugestão da gestão municipal. Fora isso, a reclamação sobre o abono dos PIS que ainda não foi pago este ano, é outra demanda da categoria. Servidores que recebiam em julho, agosto, setembro e outubro, anda não viram a cor do dinheiro.

Não é difícil imaginar o que é ficar sem o salário do mês, quando na maioria das vezes, o que se ganha já não é suficiente para suprir as despesas mensais. Enquanto isso, o servidor que verdadeiramente serve o município com sua mão de obra, sofre literalmente na pele as dificuldades em decorrência do atraso no pagamento.

Muitos acreditam que o gestor não consiga equilibrar as finanças do município e botar em dia a folha e outros compromissos ainda pendentes.

Não nos resta outra alternativa, a não ser torcer para que tudo se resolva.

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Feiticeiro Fm

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