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Mesmo com seca, atividade leiteira no interior do Ceará se fortalece com o uso da tecnologia

A aposta no melhoramento genético de rebanhos vem sendo o caminho adotado pelos produtores de leite do Ceará para conseguir manter a produção, apesar de longos períodos de estiagem. Em 2018, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Estado produzia 1,933 milhão de litros por dia. Com 2,4 milhões de cabeças de gado, o rebanho bovino cresceu 5% em um ano, atingindo a 16ª colocação no ranking nacional, com participação de 1,1% do rebanho brasileiro.

Referência no Ceará, Quixeramobim, por exemplo, desenvolve ações de melhoramento genético de rebanhos, desde o início da década de 2000, para fortalecer a produtividade leiteira. A partir da inseminação artificial, o melhoramento genético se expandiu para outras regiões, como Sertão de Crateús, Inhamuns, Centro-Sul e Cariri.

O projeto realizado pela Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA), em parceria com associações de produtores e prefeituras, aumentou a produtividade, segundo Márcio Peixoto, coordenador de Pecuária da SDA. As fazendas atendidas passaram de 5 litros de leite por vaca/dia para 12 litros/vaca/dia. “O resultado mostra que, mesmo no período de estiagem, a produção leiteira no Ceará se manteve”, observou Peixoto.

A SDA distribuiu 90 botijões, cada um, com 100 doses de sêmen de produtor de alta linhagem das raças gir, holandesa e pardo suíço. As unidades ficam por um tempo sob a guarda de uma associação de produtores ou da Secretaria de Agricultura de um município. Depois é feito o rodízio. “Uma dose de sêmen varia entre R$ 20 e R$ 45, e tem custo bem reduzido em comparação à compra e criação de um reprodutor (touro) na fazenda”, reforça Peixoto.

(Diário do Nordeste)

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