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Hábito de fumar pode causar pelo menos 50 doenças

Para muitos foliões o carnaval já começou. A festa mais popular do país é sinônimo de alegria. Mas a data também pode ser marcada negativamente pelos excessos. O uso do cigarro convencional, ou eletrônico, por exemplo, fica ainda mais comum nesta época do ano. O consumo, mesmo que esporadicamente, pode ser muito prejudicial à saúde.

“O cigarro pode causar pelo menos 50 doenças, especialmente problemas ligados ao coração e à circulação, cânceres de vários tipos e doenças respiratórias”, explica a pneumologista e coordenadora do Programa de Controle do Tabagismo do Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes, Dra. Penha Uchoa.

O uso dos cigarros eletrônicos têm se tornado cada vez mais comuns entre os jovens. Apresentados como uma nova alternativa ao fumo, ou ao cigarro convencional, o consumo do eletrônico tem preocupado os especialistas.

Apesar de ser aceito socialmente, parecer inofensivo, ter uma aparência mais tecnológica e atrativa o cigarro eletrônico também traz malefícios à saúde. E não pode ser considerado uma alternativa para largar a dependência do cigarro comum.

Consumo não recomendado

Os cigarros eletrônicos não são seguros, possuem diversas substâncias cancerígenas e com efeitos tóxicos ainda desconhecidos. “A venda, a produção e a distribuição do cigarro eletrônico, são proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. O consumo não é recomendado. Estudos mostram que qualquer produto derivado do tabaco causa dependência e é prejudicial à saúde”, adverte a pneumologista.

Evitar o uso dos cigarros convencionais e os eletrônicos não deve ser uma prática só de carnaval, mas do ano todo. Afinal, além dos problemas mais graves, o tabagismo também pode acarretar vários danos à saúde bucal. O cigarro modifica o hálito, afeta o paladar e a fumaça irrita a gengiva e também facilita o surgimento de cáries.

“O cigarro ainda aumenta os riscos de câncer de boca e o compartilhamento do cigarro eletrônico, por exemplo, pode transmitir doenças como a tuberculose, a herpes e a hepatite C”, relembra Penha Uchoa.

A fumaça do cigarro que fica no ambiente, contém em média 3x mais nicotina, 3x mais monóxido e até 50x mais substâncias cancerígenas do que a fumaça que o fumante inala, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Além disso, o fumante passivo ainda pode sofrer reações alérgicas, como: rinite, tosse, conjuntivite e crises de asma, além de doenças pulmonares se a exposição for por longos períodos.

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