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Cobra mais venenosa do Brasil é capturada pelo Corpo de Bombeiros de Crateús

Cobra mais venenosa do Brasil é resgatada pelo CBMCE em Crateús

O Corpo Bombeiros Militar do Ceará (CBMCE) realizou o resgate, na noite desse sábado, (18), de uma cobra coral verdadeira (venenosa). O resgate foi registrado em Crateús. A princípio, este animal é considerado a mais venenoso do Brasil, foi localizada em um jarro, entre as plantas, no quintal de um imóvel da Região Sertões de Crateús, a cerca de 350 km de Fortaleza.

A saber, os bombeiros militares foram acionados por volta das 18h30, por meio do número 193, a ligação chamou diretamente no quartel da da 2ª Companhia do 3º Batalhão, em Crateús.

De acordo com o cabo Lima, “o procedimento preventivo foi adequado, pois devemos sempre manter distância de animais silvestres. Principalmente quando há crianças e animais domésticos na residência”, reforçou o líder da guarnição.

Assim como, a ação contou com equipamentos de proteção individual e de resgate de ofídios. Após ser localizada, a cobra, considerada a mais venenosa do Brasil, foi devolvida ao habitat natural, em uma área de proteção ambiental.

Por fim, atuaram na ocorrência: cabo Lima, soldado Cleuton e soldado Correia Lima, na viatura Auto Bomba Tanque e Salvamento 02 (ABTS 02).

Cobra mais venenosa do Brasil é resgatada pelo CBMCE em Crateús

Prevenção

Apesar do veneno potente, as corais verdadeiras têm um temperamento e anatomia que minimizam as chances de acidentes: menos de 1% dos acidentes ofídicos notificados em todo o Brasil. Ainda assim, os bombeiros militares recomendam manter distância, isolar o local, e acionar a corporação pelo número 193.

O perigo da picada dessa cobra é o veneno causar parada respiratória e posterior morte. “A sorte é que, no Ceará, a coral verdadeira normalmente é defensiva, não caça animal de sangue quente e vive mais escondida no solo”, informa o CBMCE.

Outras espécies

Por outro lado, serpentes como a jararaca e a cascavel também inspiram alerta. As cobras do gênero Bothrops (jararacas) respondem por aproximadamente 90% dos acidentes do País. “São serpentes de maior porte, maior ângulo de abertura bucal e dentes mais especializados, que utilizam o bote como mecanismo de defesa, além de poderem ser encontradas em áreas urbanas”, acrescenta.

Sem tratamento, o risco de morte após a picada da cascavel chega a 70%, enquanto o índice da jararaca é 30%. “Durante a quadra chuvosa, a quantidade de cobras se multiplica em áreas urbanas e rurais devido à maior incidência de seu principal alimento, o rato”, conclui com o alerta o CBMCE.

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