Policial

Coligação de Eunício será investigada pelo Policia Federal.

eunício

A promotora Maria do Socorro Brito Guimarães, titular da 82ª Zona Eleitoral, pediu à Polícia Federal que abra inquérito para apurar possíveis crimes cometidos pela coligação “Ceará de Todos”, encabeçada pelo candidato do PMDB ao governo, Eunício Oliveira. Segundo a promotora, a coligação estaria usando fotos falsas para fazer “denúncias inverídicas” contra a coligação “Para o Ceará Seguir Mudando”, de Camilo Santana (PT).

Em despacho enviado por Socorro Brito no último sábado ao juiz da propaganda eleitoral, ela afirma que advogados da coligação de Eunício apresentaram fotos do que seriam propagandas irregularidades em Fortaleza em favor de Camilo. Ao chegar aos locais, fiscais da Justiça Eleitoral não encontraram irregularidades.

Em algumas das denúncias, as fotos juntadas pelos denunciantes não condiz, absolutamente em nada, com o local informado”, escreveu a promotora, segundo quem a coligação fez pelo menos seis denúncias que teriam se mostrado improcedentes.

Num dos casos, segundo ela, fiscais identificaram pinturas irregulares em favor do próprio Eunício, no cruzamento da Avenida Washington Soares com rua Manuel Castelo Branco. “Nesse endereço eles atiraram no próprio pé”, disse Socorro ao O POVO. O pedido de apuração foi protocolado ontem na Polícia Federal, conforme Socorro.

Ela destaca que, pelo Código Eleitoral, a falsificação de documento particular – como fotos – e uso para fins eleitorais – é crime, cuja pena chega a cinco anos de reclusão.

Gaudêncio Lucena nega

O representante legal da coligação de Eunício, Gaudêncio Lucena (PMDB), negou a acusação e insinuou vazamento de informações em benefício da coligação de Camilo. “Se existe a foto, é porque existe a propaganda irregular no lugar. Jamais alguém iria usar de um artifício desse para fazer denuncia improcedente. Pode ser que esteja existindo coisa mais séria, vazamento de informação”, disse ele, que prometeu pedir perícia nos muros vistoriados pelos fiscais.

 “No mínimo, a promotora deveria fazer perícia para constatar se a pintura não foi feita por cima da outra”, afirmou Gaudêncio.

(O povo)

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